
Quem é cinéfilo ou freqüentador de locadoras de vídeo já
ouviu falar de uma produção americana chamada “Quem
Somos Nós”. Depois de ficar mais de seis meses em
cartaz em salas de cinema alternativas, em cidades como
Los Angeles, Nova Iorque, Rio e São Paulo, tornou-se a
coqueluche das locadoras. Há uns seis meses atrás, os
interessados precisavam esperar duas semanas ou, as
vezes, três, na fila, para ver o filme.
Esse filme, uma mistura de documentário e ficção, é
estrelado pela atriz premiada com Oscar, Marlee Matlin, e
se propõe a discutir o que sabemos sobre a vida humana,
numa perspectiva dos avanços mais recentes da física
quântica e das neurociências.
Filme sobre física quântica "Quem Somos Nós" faz crítica
ao materialismo predominante na medicina e é um
manifesto de um movimento chamado de medicina
vibracional, que incorpora os conceitos da física quântica
à medicina O nome em inglês do filme “What the Bleep
do We Know?” – seria melhor traduzido como: “Que M....
Sabemos?” (“the bleep” pode ser traduzido por um
palavrão) – refere-se as evidências que ainda existem
muitos fenômenos e dados não explicados na medicina
para os médicos manterem uma posição tão cartesiana e
arrogante frente a isso.
Tanto o nome quanto o conteúdo do filme são uma crítica
ferrenha contra o materialismo que ainda predomina na
medicina nos dias de hoje. Usando descobertas de física
quântica, como a que mostra que uma partícula pode
estar em dois lugares ao mesmo tempo, estudos sobre as
propriedades da água, e ainda achados dos
neurocientistas que sugerem que o cérebro é muito mais
integrado ao corpo que se imaginava, o filme lança a idéia
que a mente tem mais poder de comandar o corpo do que
se pensava, e que muitos fenômenos considerados
paranormais (como a cura com as mãos) podem ter
explicação.
O sucesso feito pelo filme mostra que a sociedade anseia
por um modelo de medicina menos conservador, mais
flexível, e mais alinhado com outras áreas da ciência.
Apesar de não ser esse o objetivo dos produtores do
filme, ele é um manifesto de um movimento na medicina
chamado de medicina vibracional. Esse movimento foi
criado pelo médico norte-americano Richard Gerber,
clínico geral na cidade de Livônia, em Michigan.
Gerber ficou mundialmente famoso ao propor a
incorporação dos conceitos da física quântica na
medicina, através de vários livros, ele estuda o assunto
há 20 anos. O movimento da medicina vibracional ainda é
pequeno mas já vem aumentando. Na base de dados
Pubmed, do National Intitute of Health (NIH) nos Estados
Unidos, apenas 68 trabalhos científicos mencionam esse
conceito. Isso significa que ainda é necessário muito
caminho para que essa idéia seja mais aceita no meio
médico.
Medicina vibracional é um conceito e sugere que
devemos
estudar os fenômenos biológicos sob a ótica da física
quântica. Entretanto, usando esse racional ele cita e
indica várias medicina complementares, que acredita
poderem atuar no nível ‘vibracional” e assim tratar os
desequilíbrios antes que eles se tornem doenças
instaladas, e ajudar a controlar problemas crônicos e de
difícil solução. Entre elas as principais são:
acupuntura,
homeopatia, cromoterapia, os florais de Bach, a
radiestesia e a medicina ayurveda.
Mesmo considerando o desafio de provar os conceitos da
medicina vibracional, é fundamental que haja flexibilidade
para aceitar esses novos paradigmas científicos e
investiga-los extensivamente para validá-los ou rejeitá-
los, com provas definitivas. O verdadeiro espírito
científico é uma honesta busca da realidade, por mais
improvável e impalpável que ela pareça ao primeiro
olhar.
Atenção!
Esse texto e esta coluna não substituem uma consulta ou
acompanhamento de um médico e não se caracterizam
como sendo um atendimento.
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